Estação de energia portátil
Após usar nobreak residencial por muitos anos, acabei me incomodando com a autonomia e a duração das baterias.
Um nobreak de 1500VA não dá tempo de fechar um jogo e desligar o computador, com baterias novas, caiu a energia você tem poucos segundos pra tentar desligar.
Mas se estiver em uso normal, navegando ou executando aplicativos de escritório, a autonomia é suficiente até para aguardar um pouco, conforme mostra a monitoração do aplicativo da APC abaixo:
Explicando, o computador consome uns 100W em modo normal, mas esse nobreak está na sala, suportando uma TV mini led de 65", receiver multicanal Sunfire, Echo Dot Led, modem Vivo e carregador de celular em uso.
Essa carga é semelhante a do PC jogando com um monitor normal.
As baterias que vem no aparelho, normalmente duram de um a dois anos.
São seladas, com 12V e 7A, na última troca, paguei R$ 315,00, sendo 230 as duas baterias e 85 de mão de obra com uma suposta revisão.
Resolvi testar as power station, que são uma espécie de estação de energia portátil, com possibilidade de carga solar, elétrica, carro e bateria.
O diferencial é que a bateria LifePo4 garante 4000 recargas, ou mais de 10 anos.
A potencia declarada da Ecoflow River 2 Pro é de 800W suportando o dobro em cargas resistivas por alguns segundos e 768Wh.
Assim, com base nos dados do APC acima, que tem 900W de potencia e capacidade de 168Wh, 43% seriam 567W de carga, o que sustentaria o sistema ligado por 1h21.
A Ecoflow é cara! Hoje dá pra comprar 3 nobreak da APC iguais aos que tenho, mas vamos ver o custo extra das baterias.
Considerando 10 anos, trocando as baterias a cada ano, são R$ 3.150,00, que é basicamente o valor da Ecoflow River 2 Pro hoje. Isso sem contar o valor do APC.
Como tenho muitos computadores no escritório/laboratório, investi em mais uma power station, a Bluetti AC180P, com 1440Wh e 1800W.
Para suportar os 1800W, seriam necessários dois nobreak da APC, com as ressalvas iguais.
Assim, só em baterias, gastaríamos R$ 7.300,00 em dez anos.
Vamos tentar reduzir esse custo, usando um nobreak semelhante, da Ragtech, que consegui trocar as baterias e não paguei a mão de obra, o valor anual cairia para R$ 230,00 e o total reduziria para R$ 4.600,00.
Isso não paga a Bluetti, mas se adicionarmos o valor de aquisição de um nobreak, já sobra até um troco.
A capacidade da bateria é quase o dobro da Ecoflow, o que manteria em funcionamento, o exemplo acima por 2h32.
Além disso, a tecnologia das baterias evoluiu e os novos modelos da Bluetti duram 16 anos, custam menos, reduziram o tamanho e peso e aumentaram a capacidade.
Hoje, recomendo a Bluetti Elite 100 V2 com 1.000Wh e 1.800W, na faixa de R$ 4.500,00.
Nem comentei que suporta painel solar com até 1.000W, o que zeraria a sua conta de energia elétrica para o escritório e talvez até algo mais.

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