Energia solar
Animado com a experiência das estações portáteis, pensei em montar um sistema mais tradicional e descobri que não é tão simples assim.
O modelo mais usado no Brasil é o On Grid, ou seja, ligado a rede da concessionária, durante o dia alimenta sua casa e o excedente vai em forma de créditos para sua fatura.
O maior problema disso é que faltou energia, você fica sem nada.
Além disso, tem que pagar a taxa do sol.
Depois disso, veio o Off Grid, que é totalmente desconectado da concessionária, usando baterias para armazenar o excedente e manter sua casa a noite.
O custo aumenta consideravelmente, pois as baterias ainda são caras, mas evoluíram e temos modelos LifePo4 de 100Ah e 48V (51,2V) perto dos R$ 6.000,00.
Uma dessas tem capacidade de 5120 Wh mas precisa de um inversor para controlar a captura das placas solares e depois, converter a tensão de 48V das baterias em corrente continua para os 127/220V da corrente alternada.
Por fim, o sistema híbrido permite comutar para a concessionária se as baterias esgotarem, mas não gera créditos normalmente.
Em Londrina, a ligação das casas é monofásica em 127V ou bifásica em 220V.
Ai começa o problema, os inversores comercializados são em sua quase totalidade, 220V monofásico.
Isso não é problema pra quem vai construir uma casa nova já com a instalação planejada para uso solar, mas aqui em casa, teria que mudar muita coisa, além de precisar de transformadores de 220V para 127V.
Existem inversores bifásicos, com especificações semelhantes, custam o dobro do valor, por algum motivo que não descobri ainda.
Meu consumo médio é de 1200 KWh por mês, mas o sistema precisa suportar os chuveiros de 7500W e os cooktop que têm a mesma carga.
O investimento em um sistema off grid foi cotado em R$ 24.000,00 e o hibrido em R$ 90.000,00.
Mas a casa antiga apresentou outro problema que me dá outra opção, o aquecimento solar da água.
Terei que trocar o encanamento, procurando um vazamento, o encanador abriu um cano e a água estava literalmente preta.
Não tenho o orçamento da troca dos canos ainda, mas já farei duplo para permitir usar o aquecimento solar ou o de passagem, que tem investimento inicial menor mas usa gás ou eletricidade.
O encanamento atual, desce um cano de 50 em cada banheiro e as derivações para o chuveiro e torneira são feitas na parede, a partir desse.
Deixarei o cano de 50 para o vaso sanitário e instalarei o novo encanamento simples para a torneira e duplo para o chuveiro.
São dois banheiros grudados, mas com o encanamento em paredes diferentes.
Além disso, vou levar pra torneira da cozinha também.

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